Relato do nascimento da Ester – um parto natural após duas cesáreas

No dia 24 de dezembro de 2017 descobri que estava grávida do terceiro filho. Recebi a notícia com muita alegria ao lado da minha família, como um grande presente de Natal. A única coisa que eu não podia imaginar era que eu estava prestes a viver um dos momentos mais marcantes da minha vida.

Iniciei o pré-natal logo no início do ano, com a obstetra que me acompanhou nas gestações anteriores. Antes mesmo de engravidar eu já tinha conversado com algumas pessoas se era possível depois de duas cesarianas ter um parto normal e o que ouvi foi que sim, que era possível. Logo na primeira consulta, fiz a pergunta pra médica: “E o parto? Posso ter um parto normal?” Ela respondeu que não, que não era possível porque meu útero poderia romper durante o trabalho de parto, o que colocaria em risco a minha vida e principalmente a do bebê. Saí da consulta um pouco frustrada mas também tentando encontrar justificativas para me conformar: “Não vou pensar e me preocupar com o parto!; Qual o problema de fazer mais uma cesárea?; O parto é só um detalhe, um momento que fica pra trás, o que importa mesmo é o que vem depois, todos os cuidados com o bebê!”

Quem está grávida sabe que não pensar a respeito do parto é algo praticamente impossível e é claro que não tinha um dia em que eu não pensava no assunto, mesmo porque, saber que eu teria que fazer mais uma cesariana não era algo que me dava paz, pois não via a cesárea como um procedimento simples, isento de riscos. Ao invés de me conformar com o “não posso”, o que martelava na minha mente era “por quê eu não posso?”

Um dia, entrei em contato com uma mãe, após ler o relato dela de que tinha tido um parto normal após duas cesáreas. Ela me aconselhou em primeiro lugar a procurar uma equipe que estivesse disposta a viver isso junto comigo, caso contrário seria quase impossível que eu conseguisse, porque no nosso país, a maioria dos médicos indica que após duas cesarianas é obrigatório outra cesariana.

Encontrei uma obstetra, por indicação de uma amiga. Expliquei pra ela minha situação e ela também concordava que riscos havia nos dois procedimentos e que caberia a mim decidir. Seria um parto monitorado e com algumas limitações, como por exemplo no uso de ocitocina, que no meu caso era contraindicado. Saí da consulta muito animada mas também com uma responsabilidade: a de decidir. Ali tudo começou. Penso que a partir desse momento meu trabalho de parto teve início, quando saí da posição passiva e entrei em outra esfera, me sentindo parte importante e responsável pelo meu parto.

Meu marido me apoiou totalmente e o assunto parto virou tema até das aulas com meus filhos em casa. Meu filho mais velho se interessou tanto que disse que queria muito estar presente no momento do nascimento da irmã e que iria ser no futuro um “médico de parto”, para ajudar as mulheres a terem seus bebês.

Depois de tomada a decisão, era hora de me preparar, de enfrentar meus medos e aquelas coisas que desde a infância moravam na minha mente e vinham a tona quando eu pensava num parto normal: “A dor do parto normal é horrível!”; “Me arrebentaram quando meu filho nasceu”. E tudo isso ainda acrescido de que meu útero poderia romper.

Uma pessoa que me ajudou e nem sabe disso, foi a bisavó dos meus filhos. Uma senhora de 85 anos, muito inteligente e com uma trajetória de vida admirável. Ouvir sobre os partos dela me deu uma paz muito grande e me fez focar nos 97% de chances de tudo dar certo:

“-Vó, me conta sobe seus partos…
– Claro! Ah! Tive meus 8 filhos em casa. Eu levava a minha rotina normalmente até o dia de dar a luz, quando minha sogra, que era parteira, vinha me ajudar no parto e também no pós-parto, pra que eu pudesse cuidar do bebê e também me recuperar e descansar.
– Vó, e doía muito parir?
– Ah, sim! Doía.
– E a vagina ficava muito machucada vó?
– Algumas vezes cortava um pouco, mas minha sogra me ajudava pra que eu pudesse ficar em repouso e ter uma boa cicatrização.”

Ela me contou isso com tal leveza, que lembrei daqueles documentários sobre parto, em que relatam que antigamente o parto era visto como parte natural da vida das mulheres.

Ao longo da gestação meus medos foram se apagando. Fui estudando e tentando conhecer melhor a fisiologia do parto e os sinais do meu corpo. Minha doula teve um papel importante nisso também, sempre me encorajando e tirando minhas dúvidas com sua experiência.

Minhas gestações anteriores não tinham ultrapassado 36 semanas e quando esta gestação chegou em 39 semanas eu não podia acreditar! Um barrigão que eu nunca tinha experimentado e junto também aquela sensação de o tempo não passar. Como o cansaço e as noites mal dormidas começaram a bater, desacelerei a rotina aqui de casa e fiquei ainda mais sensível às mudanças do meu corpo. A cada dia eu sentia uma coisa diferente, uma contração de treinamento um pouco mais forte da que tinha tido no dia anterior, uma fisgada na barriga, uma mexida brusca da bebê.

Quando alcancei 40 semanas, com indicação da médica, uma doula especialista em spinning babies veio aqui em casa e ensinou pra mim e principalmente pro meu marido uns exercícios pra ajudar o bebê a encaixar. Meu marido foi meu parceiro, me ajudava com os exercícios, me levava pra andar de carro por ruas esburacadas, comia tâmaras e tomava o chá da Naoli comigo 🙂

Um dia antes de completar 41 semanas, minha bolsa rompeu. Era um domingo a noite, mudança de lua. Avisei minha doula. Meia hora depois comecei a ter contrações. Elas vinham de 10 em 10 minutos e a única posição que eu não conseguia ficar era deitada, porque as contrações ficavam muito mais doloridas. Durante a madrugada as contrações foram se espaçando e amanheci praticamente com contrações que vinham de meia em meia hora. A médica pediu pra eu fazer um escalda pés com folhas e cascas de cítricos e ir para o hospital encontrar com ela para uma avaliação às 16 horas. No carro as contrações voltaram com mais intensidade, mas ainda sem ritmo.

Durante a avaliação, pra tristeza de todos, eu não tinha nada de dilatação. Essa notícia foi um balde de água fria! Fui internada e colocada no antibiótico por causa da bolsa rota. A médica então pediu pra que fizéssemos uma maratona pelo hospital. Nesse momento minha doula teve um papel chave, porque não me deixou desanimar e ficar parada.

Eram 17 horas quando eu e a doula começamos a subir as escadas do hospital. Ela me pedia pra parar em cada lance, agachar e movimentar o quadril (sério, esqueci tudo e todos que passavam atrás de mim e me concentrei nos movimentos). Não demorou muito pra que eu sentisse a contração mais forte de todas e elas não pararam mais. Ritmaram tão rápido que perguntei pra doula: “será que o que está correndo na minha veia é antibiótico ou ocitocina?” Nós subimos e descemos somente 2 vezes do 3° ao 6° andar. Foi muito rápido mesmo, parecia que o combustível que estava faltando era eu desligar da minha casa, dos meus filhos e focar no parto.

As dores estavam muito intensas. Fui pro chuveiro quente, fiquei sentada numa bola de pilates e se dependesse de mim eu não saía mais dalí, porque sentir aquela água caindo nas costas dava um alívio imenso. Voltamos pro quarto e a dor das contrações só aumentava (faço uma pausa aqui, porque por mais que eu havia me preparado para o parto, nunca poderia imaginar a intensidade dessa dor). Nesse momento fiquei de joelhos no chão, debruçada sobre a cama. Era a posição que naquele momento parecia ser mais confortável. Fechei os olhos. Percebi que gritar amenizava a dor, então quando vinha uma contração eu me concentrava em gritar. Parecia que a dor se tornava controlável com meu grito, tanto que depois de um tempo eu media a duração da contração pelo número de gritos.

De uma hora pra outra senti vontade de começar a fazer força (pra mim estava tudo acontecendo tão rápido que fiquei na dúvida): gente, eu já posso fazer força? Pra minha alegria e surpresa, eu estava com 10cm de dilatação: “pode fazer força sim!”
Eu permanecia de olhos fechados e escutava a movimentação ao meu redor. Ouvia os batimentos da minha bebê, as palavras de conforto da doula, os carinhos do meu marido e as orientações da médica: “Carol, agora você vai concentrar toda a energia e fazer força pra ajudar o bebê a sair”. E foi o que fiz. Mudei de posição, fiquei de cócoras e concentrei toda aquela força que eu estava fazendo pra gritar lá embaixo, pra empurrar o bebê.

Devagarinho minha filha vinha. Pra mim esse momento parecia uma eternidade porque minhas forças estavam se acabando. Foi quando descansei um pouco. Joguei meu corpo pra trás, no colo do meu marido. Fiquei nessa posição de barriga pra cima por duas contrações e pra mim foi a pior posição de todas, a que mais doía e a que menos favorecia a saída do bebê. Eu precisava de forças. Me concentrei e falei mentalmente com a Ester: “filha, o pai tá aqui, a médica, a doula, a enfermeira, e a pediatra também, mas somos nós duas que vamos ter que fazer isso acontecer!

Não tenho noção do tempo, só lembro da médica dizendo que agora a cabeça dela estava pra fora e que iria arder um pouco. Veio mais uma contração e ela nasceu. De uma forma mágica, a dor simplesmente acabou e eu meio que em choque tentava assimilar tudo o que tinha acontecido, com a Ester nos meus braços já procurando o seio pra mamar. A placenta saiu logo em seguida e meu marido cortou o cordão umbilical. A médica me avaliou e disse que tinha uma pequena laceração, que não precisava de nenhum ponto. Quinze minutos depois eu estava numa cama, amamentando a Ester, ela de olhos abertos e eu cansada mas feliz da vida!

Nós cinco estávamos felizes! A Ester, a doula, meu marido, a médica e eu.

Ester, a minha caçula, nasceu às 20:56, no dia em que completou 41 semanas de gestação, de parto natural, ao som de Marcos Almeida, trazendo a lembrança da linda mensagem do eterno amor de Deus e da sua grande promessa, que é semelhante a um parto, pois no momento em que se vê o Filho, toda aquela dor fica esquecida, as lágrimas cessam e se adentra num mar de alegria e amor.

Toda dor é por enquanto
A tua alegria, daqui até o fim
E eternamente
Toda dor é por enquanto
A tua alegria, daqui até o fim
E eternamente
A alegria, verá meu rosto sem lágrimas
Verá, raiar o dia em que Jesus cristo irá voltar
Nas alturas, com seus anjos e as trombetas anunciando
Vem completando a obra, que começa agora
Misturada na dor, que é por enquanto
Vem completando a obra, que começa agora
Misturada no amor, que é para sempre

E aquela dor se foi e sobrou um amor tão grande, mas tão grande, que não cabia dentro de mim. Uma vontade de não desgrudar da minha filha e um sentimento de vitória. Vitória por ter esperado o tempo certo, o tempo escolhido por Deus, aquele escrito antes mesmo de qualquer coisa ter sido criada. Vitória por ter vencido meus medos, a passividade, a torcida contrária, as intervenções médicas desnecessárias e as opressões desse mundo.

Obrigada Querli, pelas visitas, pelas conversas, pelo carinho e por não desistir. Obrigada por me fazer subir aquelas escadas!

Obrigada vó Eli pelas doces palavras e por compartilhar suas experiências comigo.

Obrigada Helena, pelo incentivo, pelos livros emprestados e por toda inspiração.

Obrigada Martha, por ter recebido minha família em seu consultório, por ter me deixado tão livre durante o parto, por ter me dado desde o primeiro encontro a possibilidade de ser parte ativa desse momento lindo.

Obrigada Davi e Jônatas, meus filhos queridos. Vocês são tão vitoriosos quanto a mãe. Obrigada por orarem comigo e por mim todos os dias, por me fazerem carinho quando eu chorava em meio aos meus medos, por terem me acompanhado nas consultas e nos ultrassons. Não vou esquecer o rosto alegre de vocês, ao entrarem no quarto do hospital e me perguntarem: “e aí mãe, conseguiu ter parto normal?” 😀

Obrigada Lê, meu amor, por todo o apoio. Você sempre me deu total liberdade e dessa vez não foi diferente. Obrigada por me ajudar a vencer os medos e a não desistir. Te amo ❤

Obrigada Ester, você veio como um presente especial, pra me mostrar o que verdadeiramente importa. Veio me trazer amor, ânimo de vida e força pra continuar a lutar pelas coisas que acredito.

“Imediatamente após a tribulação daqueles dias
“ ‘o sol escurecerá,
e a lua não dará a sua luz;
as estrelas cairão do céu,
e os poderes celestes serão abalados’.
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu asseguro a vocês que não passará esta geração até que todas estas coisas aconteçam. Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.

“Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam. (Mateus 24)

Obrigada Senhor, pela tua perfeita criação, pelo dom da vida e por me lembrar das promessas futuras.

Carol Piscke

Mais Livros Menos TV, Funcionou?

Parábolas de Jesus
Não vendemos a tv nem cortamos a internet, mas fizemos uma dieta rigorosa no primeiro mês (se você não sabe do que estou falando, leia o post anterior clicando aqui). Colocamos um lençol sobre a tv com um bilhete para nos lembrarmos: “façam outra coisa, sejam criativos”. Eu e meu marido também desinstalamos diversos aplicativos dos nossos celulares. 
Coincidentemente, nesse período, nosso filho mais velho vem demonstrando muito interesse em aprender a ler e escrever. Como a educação infantil não contempla essa área na idade dele, pensamos em iniciar a alfabetização em casa, nós mesmos com ele. Nos deparamos com um material muito bacana, no qual a leitura diária de contos e fábulas infantis são citados como exercícios de pré-alfabetização e achamos que seria muito interessante e rico aproveitar o tempo livre para lermos com nossos filhos. Estamos aprendendo e curtindo essa experiência junto com eles e percebemos o quão somos leigos em literatura infantil, sendo ainda que o pouco que conhecemos são provenientes de adaptações de filmes e desenhos que víamos na infância. 
O que tem sido muito legal é que estamos ampliando nosso imaginário e conseguindo nos comunicar e explicar melhor determinados assuntos para os nossos filhos, citando muitas vezes cenas narradas nos livros que estamos lendo juntos. Ontem mesmo, lemos uma fábula (A Lâmpada Orgulhosa, de Esopo) e hoje pela manhã, num episódio de comparações que meu filho mais velho estava fazendo com relação ao caçula, chamei a atenção e simplesmente disse: “filho, lembra da lâmpada orgulhosa que ficava dizendo que era melhor que o sol, as estrelas e a lua?”; ele soltou um sorrisinho, fez sinal positivo com a cabeça e parou com as comparações. Esses momentos nos fazem lembrar as Parábolas de Jesus, que eram utilizadas como uma linguagem especial, que só podia ser compreendida pelos que tinham recebido o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus. Somente os ouvidos e olhos escolhidos a dedo poderiam ouvir, ver e consequentemente entender o que Jesus estava querendo ensinar com suas parábolas. Ele usava a didática perfeita para fixar a mensagem no coração dos seus queridos, usava coisas palpáveis e do dia a dia das pessoas para explicar coisas muito especiais e profundas.
Sim, nós ainda assistimos tv. Os meninos adoram assistir tv e nós também. Cortar seria um radicalismo que não estamos interessados em praticar. Teve um episódio muito engraçado que aconteceu durante o período em que ficamos sem assistir tv. Um dia estávamos andando de carro, quando numa curva nos deparamos com um outdoor eletrônico e o Davi instantaneamente falou: “pai, para um pouquinho aqui pra gente assistir esse filme!”. Depois de passado o período do jejum, diminuímos muito a tv e temos preferência por escolher o que vamos assistir. Nos finais de semana com mais liberdade, mas durante a semana, os meninos assistem um desenho, após a soneca da tarde e já nos acostumamos com isso.
Se você se identifica com essa situação, te incentivamos a tentar essa troca: diminuir a tv e aumentar a leitura. No começo bate um desespero, porque ninguém está acostumado e além do mais, é muito mais fácil ligar a tv, tanto pra nós quanto para os nossos filhos, mas é uma questão de hábito. Quando decidimos mudar, olhamos para a nossa estante de livros, pegamos alguns exemplares que estavam ali só enfeitando e levamos no maior sebo da cidade. No final pagamos uma diferença de 40,00 e trouxemos pra casa muitos livros bons. Isso tudo começou em novembro do ano passado e atualmente temos colhido muitos frutos, como por exemplo mais tempo de interação em família, crianças mais calmas, pais e filhos mais criativos e questionadores.
O material que citei no texto, com muitas dicas de literatura, práticas de leitura e também sobre alfabetização é o blog Como Educar Seus Filhos.
Estamos descobrindo um novo mundo. E tudo isso tem feito muito bem pra todos nós aqui em casa! 
Outra coisa muito bacana, tem sido a leitura diária da Bíblia (a Bíblia normal mesmo) com os meninos. Sabe, a gente ficava usando aquelas infantis, com muitas imagens e pouco texto, e no final a riqueza de detalhes dos textos na íntegra acabava se perdendo. 
Bom, é isso queridos, nada milagroso mas extremamente recompensador!
Abraços e até mais!
Carol

A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. (Salmos 119:105)

Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. (1 Coríntios 8:2)

SOBRECARREGADOS

Em algum momento podemos nos sentir exaustos e consumidos por problemas que não são nossos. Ultrapassamos a barreira de chorar com os que choram, de estender a mão e  literalmente tomamos para nós as dores do outro. Esse envolvimento pode ser tão grande a ponto de até mesmo sofrermos mais do que a outra pessoa e isso é possível pois somos diferentes e temos uma maneira particular de reagir a cada situação.
Existe uma diferença entre amarmos o próximo como a nós mesmos e vivermos a vida do próximo como a nossa própria vida.  
O amor é o cumprimento da lei mas viver a vida do outro é um desequilíbrio e falta de sabedoria, porque cada pessoa é responsável pelos seus atos e por mais que a amamos e nos esforçamos em ajudá-la, isso não significa que podemos resolver a vida por ela e que ela fará as coisas conforme a nossa vontade. É normal que fiquemos tristes pelas decisões de outras pessoas mas cabe a cada um levar o próprio fardo.
Quando nos sentimos sobrecarregados é porque estamos levando uma carga mais pesada do que deveríamos carregar. Se estivermos nos sentido assim, devemos repensar nossas atitudes e identificar o real motivo dos sentimentos que estão circulando dentro de nós, estabelecendo limites e não esquecendo de que o fardo de Jesus é leve :).

Abraços!
Carol Piscke


Gálatas 6:1-4
Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga.

Mateus 11:27-30

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar. “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Feliz Natal

Quando Jesus morreu, seus discípulos não conseguiam entender o motivo de sua morte. Mesmo ouvindo diretamente do mestre que isso era necessário e que aconteceria, eles não aceitavam e estavam profundamente tristes. No terceiro dia de sua morte, ele apareceu para dois discípulos que estavam caminhando e começou a conversar com eles, sem que soubessem que era o próprio Jesus. Conversaram sobre as escrituras e quando se sentaram pra comer, após Jesus partir o pão, seus olhos foram abertos e o reconheceram. Jesus então desapareceu da frente deles e eles ficaram maravilhados e disseram: 

Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?” (Lucas 24:13-35)

Os discípulos finalmente compreenderam as palavras de Jesus. Eles lembraram da sua presença, dos seus ensinamentos, do seu amor. Que sejamos assim, que o Espírito de Deus queime em nossos corações e que possamos descobrir suas verdades e lembrar quem verdadeiramente Ele é. Que Ele se revele para os que ainda não o estão vendo e que todos possamos viver o amor de Deus e que a palavra de Deus nos guie e nos alimente todos os dias 🙂

Abraços e Feliz Natal
Carol Piscke

Pra Você é de Graça!

Paulo apresentava o evangelho para as pessoas, a fim de que elas fossem salvas e libertas da escravidão. 

Ele também escrevia cartas para as igrejas porque queria fortalecer os crentes na fé e corrigir práticas erradas. Ele não buscava com isso ser aprovado pelas pessoas, pelos outros apóstolos. Ele não buscava curtidas, nem comentários bajuladores e também não queria ser tratado como uma celebridade espiritual. 

Paulo pregava o evangelho baseado no amor e pensando no próximo. Seu objetivo era propagar a maravilhosa mensagem da salvação e não vislumbrava recompensas.

“Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho! Porque, se prego de livre vontade, tenho recompensa; contudo, como prego por obrigação, estou simplesmente cumprindo uma incumbência a mim confiada. Qual é, pois, a minha recompensa? Apenas esta: que, pregando o evangelho, eu o apresente gratuitamente, não usando, assim, dos meus direitos ao pregá-lo.” (1Co 9:16-18)

Abraços 🙂
Carol Piscke

Fé não é Mágica

Como é possível uma fé pequena, do tamanho de uma semente, dar ordens para uma árvore e esta obedecer? 


Jesus disse que se alguém cometer um erro contra nós e se arrepender, devemos estar prontos para perdoar, mesmo que isso aconteça várias vezes num mesmo dia. Os apóstolos que estavam junto com Jesus se sentiram incapazes de tanta paciência e ao ouvirem esse ensinamento logo pediram: 

“Senhor aumenta a nossa fé”! E foi então que Jesus falou para eles: “Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: ‘Arranque-se e plante-se no mar’, e ela lhes obedecerá” Lc 17:6.


Lendo essas palavras de Jesus, parece que a fé é uma força mágica, não é? Mas o que Jesus estava dizendo é que não depende dele aumentar a fé de ninguém, mas sim que cada um pratique a sua fé, que pode ser tão pequena quanto uma semente de mostarda, mas que se for semeada gera uma planta que excede muito o tamanho de sua semente. 


Deus abençoe!
Carol Piscke