A Alegria de Não Precisar Ser uma Mulher Autoconfiante

Eu já comprei diversas coisas que não me foram úteis, sapatos e roupas que nunca foram usados. Da mesma maneira que comprei produtos desnecessários, já comprei muitas ideias que não me serviram em nada. Desde criança por exemplo, acreditei na ideia que me vendiam, de que eu precisaria ser uma mulher autoconfiante pra ser feliz e “vencer” na vida. A fórmula matemática que resultaria nesse sucesso era a seguinte:

A + B + C + D = SUCESSO 

Onde:

A = Escolha uma profissão que você goste (desde que dê muito dinheiro)
B = Seja forte e poderosa (Não demonstre suas fraquezas)
C = Não se case (um homem só vai atrapalhar você)
D = Não tenha filhos (eles vão atrasar a sua vida. Caso aconteça algum imprevisto, aborte)

Pensamentos a respeito de casamento e filhos eram bem vindos somente após atingir esse sucesso pessoal, porque se eles fossem vividos antes, eu certamente não conseguiria mais estudar, trabalhar, enfim fazer algo “importante” na vida.

Que mentira me venderam. E que tristeza era a minha vida, porque eu sentia mesmo era medo e insegurança. E que caminho longo eu teria que percorrer, até chegar a ser essa mulher de sucesso, poderosa e autoconfiante, desejada, sozinha e feliz.

Mas que alegria me trouxe a mensagem libertadora de Cristo, que me diz que autoconfiança é engano, que a minha força vem daquele que habita dentro de mim, que me dá sonhos e me diz o que devo fazer. Que nunca estive sozinha. Que a minha beleza e o meu poder se encontram na consciência da minha pequenez e da minha total dependência de Deus, assim como uma criança é, pequena em tamanho, dependente dos seus pais, alegre nas coisas simples e bela simplesmente porque é criança.

Que sucesso de vida encontrei quando Deus me permitiu sentir o seu amor. E que delícia de vida descobri ao construir uma vida a dois, ao viver sonhos a dois, ao edificar uma família. Que importante e lucrativo está sendo cultivar um lar, cuidar de vidas, ensinar meus filhos.

Que paz e calmaria encontrei no colo de Deus, em viver os sonhos que Ele preparou pra mim e em exercer os dons que Ele me deu.

Seja poderosa Nele!
Viva os sonhos de Deus pra tua vida 🙂
Que Deus te abençoe!
Abraços,
Carol

No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo (1 Jo 4:18).


Naquele momento, os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos céus?”. Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: “Eu asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. “Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo (Mt 18.1-5).

Pelos Bastidores da Vida de uma Dona de Casa e Mãe

Carol Piscke

Quando posto uma foto, escolho a mais bonita, a mais alegre e colorida. Mas meu dia a dia não é assim todo tempo tão divertido. Na verdade tenho que confessar que os bastidores da minha vida de mãe e dona de casa não são iguais aos filminhos de família de ursinhos felizes fazendo panqueca. Digo isso porque antes de ter filhos eu achava que minha vida seria uma fofura constante, happy day todos os dias. Não sei de qual lugar tirei isso, mas vamos lá.

A verdade é que é muito trabalhoso e sim, por vezes chato. Tenho o sentimento de que meus dois filhos equivalem por quatro. Aqui em casa preciso repetir mil vezes a mesma coisa e ainda assim parece que eles não me entendem ou não querem obedecer. Ultimamente eles tem brigado muito e diversas vezes por dia tenho que parar pra conversar com eles e fazê-los entender que não é legal brigar, bater e provocar o irmão. A rotina da casa faço sozinha e não sou fã de muitas atividades como lavar, estender e passar roupa (essa última etapa eu eliminei, simplesmente dobro e guardo no armário). As vezes me questiono: “será que está adiantando fazer as coisas desse jeito”?; será que com as outras mães é assim também”?; “será que não seria mais lucrativo colocá-los numa escola integral e retomar a carreira profissional”? E olha, quando essas dúvidas chegam em dias de TPM, os gritos dos meus filhos ou uma pilha de roupas são capazes de provocar no meu interior uma imensa vontade de sair correndo de mim mesma.
Mas é só parar por um segundo e logo lembro que nunca nenhum trabalho que realizei foi fácil e que é normal me sentir cansada. O que dá alegria para o meu dia a dia é deixar de encarar os eventos presentes na minha rotina como sendo pontuais, como se tivessem um fim neles mesmos e sim como partes importantes do conjunto do meu trabalho atual, que é cuidar da minha família e educar meus filhos. Olhar pra cada peça de roupa ou pra intervenção de uma briga de irmãos se tornam coisas prazerosas quando entendo que são processos necessários para trazer vida para minha casa e fazer a minha família se movimentar e crescer.
Assim é a minha vida e só eu tenho a oportunidade de demonstrar meu amor e carinho por essa família que Deus confiou ao meu lado. É no meio das birras, das brigas, da louça pra lavar, da roupa pra dobrar, do banheiro pra limpar que estou tendo a possibilidade de estar presente para conhecê-los e ajudá-los a se conhecerem, para mostrar-lhes o caminho numa simples conversa, para discipliná-los, para ensiná-los, para abraçá-los ou simplesmente para observá-los. Esse tempo é minha recompensa, meu pró-labore.

Os seus filhos a respeitam e falam bem dela, e o seu marido a elogia. Ele diz: “Muitas mulheres são boas esposas, mas você é a melhor de todas.”  (Trecho do livro de Provérbios 31)

Abraços e Até Mais!!
Carol Piscke

Caiu a Ficha! Agora Somos uma Família :)

Recentemente eu e o Leandro, meu marido, participamos de um curso para pais. Havia um tempo que estávamos nos sentindo pesados com nosso dia a dia, mas não conseguíamos entender a razão disso tudo. Foi quando durante a realização de uma atividade nos deparamos com a seguinte questão: quais são os sonhos e planos de vocês? Olhamos um pra cara do outro, os dois surpresos: “e aí amor, quais são teus planos?”, “pois é, quais são teus planos?”. 
Algo muito similar aconteceu no início do nosso casamento, quando vivemos um momento de turbulência causado pelos choques constantes entre as nossas vontades. Estávamos aprendendo a sermos um, a realinhar nossos objetivos individuais a um plano só, pois éramos um casal e a decisão de cada um afetava diretamente o outro. “Caiu a ficha”, agora não estávamos conversando só com o nosso umbigo, os sentimentos e desejos de outra pessoa estavam em questão, e essa pessoa era muito amada.
Estamos desconfiados de que isso está acontecendo novamente, agora como pais. É um pouco confuso, nossas mentes levam um tempo para assimilar, mas está ficando cada vez mais claro pra nós que os planos do casal estão entrando em confronto agora com a presença dos nossos filhos. Caiu a ficha! Somos uma família!
Deve ser uma tendência natural das nossas mentes quando sujeitas a mudanças. É uma coisa muito louca porque a gente sabe que tem filhos, mas a sensação que temos é que nossos desejos não acompanham esse raciocínio, parece que nossas mentes estão acostumadas com a situação do passado e até as informações serem atualizadas, passamos por um período de desgaste emocional, frustrações e questionamentos: “o que está acontecendo?”. É como estarmos confusos ao olharmos para uma imagem muito de perto e irmos nos afastando aos poucos. De repente, cada traço faz sentido e entendemos o que aquela imagem representa.

Aqui em casa descobrimos que nosso descontentamento vinha do fato de estarmos investindo tempo em compromissos que não encaixavam com a dinâmica atual da nossa família e nesses momentos nossos filhos acabavam se tornando um peso pra nós. Em uma coisa concordamos 100%, eu e o Leandro temos como prioridade estarmos em família e a partir daí tivemos que fazer alguns ajustes. Não sabemos quando, mas é certa a chegada de outras fases de mudanças em nossas vidas, mas até lá, precisamos cultivar o tempo presente. Nosso sonho um dia foi ter uma família e hoje é curtir nossa vida em família e pra que isso aconteça nosso plano é estarmos juntos, crescermos juntos e compartilharmos esses momentos tão especiais com nossos amigos.

No mesmo ano em que nosso filho mais velho completa 5 anos, caiu a ficha de que seremos pais pra toda a vida. Pra comemorar esse grande feito compramos um presente pra toda a família, uma barraca! E já marcamos nosso primeiro acampamento!

Esse texto foi inspirador:

“Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.”
(Texto de Paulo de Tarso em Carta aos Coríntios)

Abraços,
Carol e Leandro Piscke

Mamãe, Pega Leve!

Parece bobo, mas coisas normais e rápidas do dia a dia, como comprar pão, abastecer o carro e ir ao mercado se tornaram complicadas quando precisei realizá-las junto com duas crianças. Por algum tempo meu sonho foi o de encontrar padarias e farmácias drive thru, mas minha maior dificuldade era mesmo o supermercado, de onde muitas vezes voltei chorando porque não conseguia me concentrar nas compras. Enquanto eu dizia “filho não mexe, vem aqui do ladinho da mamãe”, ele corria, derrubava frutas, lambia o vidro da geladeira do açougue e mexia em tudo o que via pela frente. 

Lembro que um dia conversei com minha sogra pois estava me sentindo exausta e desanimada e ela disse: “Carol, eu lí muitos livros sobre educação de filhos, mas a verdade é que nas horas mais difíceis quem me socorreu e me deu os melhores direcionamentos foi Deus”. E eu pensei: “Por que estou sofrendo e tentando resolver as coisas sozinha?” Foi então que entreguei minhas aflições pra Ele:
_Senhor me perdoa, como não corri pra ti antes? Tais aí?
_Deus eu não aguento mais, tá muito difícil pra mim, me ajuda com meus filhos!
_Eu falo e eles não entendem!
_Eles não obedecem as minhas ordens!
_Não tenho vontade de sair de casa com eles e me sinto limitada! 
_Vejo outras mães alegres ao meu redor e eu tão estressada!
_Eu não sei mais o que fazer! 
Deus foi rápido e durante minha oração direcionou meus olhares por outro ângulo e percebi que eu era a pessoa que precisava de mudanças, pois estava criando expectativas inatingíveis e regras que meus filhos não estavam prontos para obedecer. Afinal, qual é a criança de dois anos que vai ao mercado, não mexe em nada e fica andando do ladinho da mamãe? Definitivamente eu precisava pegar mais leve com eles e principalmente comigo mesma e o mais importante, me apoiar no Senhor, pois somente Ele era capaz de me tornar uma mulher mais paciente e sensível a forma como meus filhos enxergavam o mundo ao redor.
Na semana seguinte lá fui eu as compras com meus filhos e tive uma experiência marcante. É claro que não flutuei sorridente pelos corredores e meus filhos não se tornaram as crianças mais obedientes do mundo, mas a impressão que eu tive era a de conseguir olhar além das atitudes dos meus filhos e compreender as necessidades e os sentimentos deles. A cena que guardo na memória foi a da escolha de um carrinho. Um dos meus filhos ficou quase 15 minutos indeciso e não conseguia decidir qual carrinho ia levar: “Mãe posso levar esses três?”; e eu dizia: Não, você sabe que é só um. Depois, indo em direção ao caixa, meu filho saiu correndo e parou em frente a estante de carrinhos novamente. Fui atrás dele, quando o ouvi dizer: “tchau carrinhos, não fiquem tristes, da próxima vez eu levo vocês!”
Deus é mesmo incrível!
Mesmo que possa parecer boba a tua aflição, entregue nas mãos dEle, Ele vai te ajudar 🙂
Abraços,
Carol

“Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Mateus 7:7-8).

Filhos, Carreira e EU?

Ontem mesmo estava numa roda de amigas compartilhando experiências de mães e adivinha em que ponto o assunto foi parar? Sim, na dúvida de muitas mães: carreira ou filhos? O assunto pode parecer batido para quem não tem filhos ou pra quem já tomou a sua decisão, mas  sempre que converso com outras mães percebo que assim como eu, muitas sofrem ou sofreram com esse assunto, como uma luta interior que precisa ser resolvida. 
Durante a faculdade uma professora que eu admirava muito disse: “as mulheres ainda perdem no mercado de trabalho por causa da maternidade”. Eu tomei aquilo como um conselho sábio e tive a certeza: “profe, a tua estatística não vai contar comigo não!”. Esse foi só um exemplo do meio em que cresci e dos moldes que acomodaram por um tempo a minha vida. Eu seguia regras que muitas vezes iam contra a minha essência feminina e que aprisionavam muitos dos meus sonhos. Só comecei a olhar para a minha vida de uma forma diferente depois que me converti, pois mesmo tendo um anseio interior por algo diferente, sempre agi de forma passiva e segui o fluxo ao meu redor. Quando o amor de Cristo me alcançou senti como se a ligação com o meu criador tivesse sido restabelecida e eu tivesse começado a viver e a pensar de fato.
Minha professora não tinha filhos. Filho é o tipo de assunto que só entendi quando tive, porque antes disso eu achava que nada iria mudar na minha vida, nem minhas próprias vontades. 
Quando meu primeiro filho nasceu eu ficava olhando pra ele e chorava sem parar sendo que a única coisa que eu desejava era cuidar dele. Os meses foram passando e essa vontade só foi aumentando. Conversei com meu chefe e ainda consegui ampliar a licença maternidade por mais alguns meses, trabalhando de casa, mas não deu certo. Eu sentia que não estava dando conta e me frustrava diariamente, foi então que juntamente ao meu marido a decisão foi de deixar as responsabilidades financeiras com ele e eu aos cuidados dos filhos e do lar. Eu fiquei muito feliz porque percebi que a vontade que sempre existiu dentro de mim estava se realizando. Antes do meu filho nascer eu tinha me programado para ficar somente uns meses em casa e depois retomaria a carreira profissional. Mas a pesquisa e o doutorado em engenharia perderam o primeiro lugar no podium e viraram planos futuros e eu não senti que estava perdendo alguma coisa com isso.
Decidi escrever sobre isso porque já encontrei muitas mulheres com esses mesmos questionamentos. Minha intensão não é a de decidir por ninguém mas simplesmente compartilhar a minha experiência. Se eu não tivesse escolha e fosse necessário manter meus filhos aos cuidados de outra pessoa, isso seria um motivo para me alegrar e me fortalecer diariamente, pois eu teria a certeza de que estaria com isso promovendo o bem estar deles. No meu caso, gostaria de concluir dizendo que me sinto muito feliz e que minha família toda foi beneficiada com essa escolha. 
Que Deus te abençoe e te dê paz na tua decisão!
Tem um filme que me identifico demais: “Marley e Eu”
Abraços,
Carol 🙂
“E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E sejam agradecidos. Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração. E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai (Colossenses 3:14-17).”