Receitas com Limão Cravo

Nosso pé de limão cravo esse ano ficou muito carregado e eu precisava fazer alguma coisa pra aproveitar tanto limão. Mesmo distribuindo para os amigos, o pé chegou a cair, de tão pesado que estava (conseguimos recuperá-lo). Foi então que testei duas receitas que eu nunca havia experimentado e nem sabia que existiam, a compota de cascas de limão cravo e o suco concentrado. A compota de limão cravo é muito simples, porém demanda certo esforço e paciência. Basicamente, é necessário ralar levemente a casca dos limões, retirar a polpa e deixar as casquinhas de molho em água por alguns dias. Quando não restar mais o sabor amargo nas cascas, é só cozinhá-las em calda de açúcar e o doce estará pronto. Eu adorei o resultado. Já fiz duas vezes e coloquei na minha lista de receitas que dão trabalho mas valem a pena! Para fazer a compota segui a receita do Ocílio até a retirada da polpa dos limões. Achei mais fácil partir os limões em 4 e aferventá-los levemente antes de extrair a polpa, ao invés de fazer a retirada da polpa com a fruta in natura.  Depois de estar com as cascas sem polpa, optei por seguir os passos da Minuca, disponível no vídeo a seguir, com o diferencial de não adicionar nenhuma especiaria e nenhum suco na calda de açúcar, somente açúcar e água.

A segunda dica é o suco de limão concentrado, que pode ser armazenado na geladeira e dura o ano todo. Também fiz e gostei muito. Segui os passos do Sr. José, mas preferi testar com menos açúcar, coloquei açúcar até um dedo a mais que a metade de um vidro de conserva e completei com o suco. Ficou perfeito, nadinha amargo. A diminuição da quantidade de açúcar pode afetar o tempo de validade do meu suco, já que o açúcar ajuda na conservação. Segue o vídeo:

Olha aí meu estoque de suco 🙂
E esse é um “close” do limoeiro aqui de casa 😀
Abraços,
Carol. 

Biscoitos de Natal

Sempre que chegava na casa dos meus avós no mês de dezembro, eu ia correndo pra minha oma perguntar onde estavam os biscoitos decorados de Natal. Ela mantinha centenas de biscoitos em grandes latas de manteiga, bem no alto dos armários e ai daquele que mexesse nas latas sem falar com ela! Eu já sabia que fora dos horários das refeições, se eu quisesse um biscoito tinha que pedir pra ela. Acho que somente uma vez pude presenciar minha oma fazendo os biscoitos. Ela tinha cortadores, forminhas e também usava um tipo de moedor de carne pra fazer uma massa tipo amanteigada. Enquanto ela preparava os biscoitos e os colocava nas formas, meu opa cuidava do fogo e assava os biscoitos em um forno a lenha. Hoje, quando lembro disso, percebo a riqueza que foram esses momentos. Inspirada por essas memórias, esse ano resolvi fazer biscoitos de Natal com meus filhos.
Uma amiga me indicou uma receita que achei uma ótima massa pra trabalhar e rende bastante 🙂
Eu preparei os biscoitos de antemão e na hora da decoração chamei os meninos para participarem. É uma ótima ideia e muito econômica para presentear os queridos, como as professoras dos meninos, nesse final de ano. Te incentivo a colocar a mão na massa! É mais fácil e rápido do que parece assar biscoitos. O link da receita está logo abaixo. Como eu não tinha em casa nozes e uvas passas, não coloquei. No lugar do açúcar mascavo coloquei açúcar cristal e adicionei 4 grãos de pimenta do reino moídos às demais especiarias.

Para decorar fiz um glacê com 2 xícaras de açúcar de confeiteiro, 2 claras pequenas e uma colher de sopa de suco de limão. Bater tudo na batedeira. Dependendo do tamanho das claras, pode ser necessário acrescentar mais açúcar ou mais limão. O ponto é de um suspiro bem grosso e firme. Passe uma camada nos biscoitos e decore com confeitos coloridos. Deixe secar e depois é só guardar em potes ou fazer os pacotinhos para presentear!

Olha só que mimo!
Receita do blog da Tati:
http://cuissonamour.blogspot.com.br/2014/11/biscoito-de-natal-da-nestle.html

Deus te abençoe e te encoraje!
Até mais!
Carol

Torta de Queijo da Oma

Blumenau
Essa torta é encontrada facilmente nas padarias e confeitarias da cidade de Blumenau – SC. Não sei se é para me agradar, mas meus familiares dizem que preferem a minha receita. Já Testei e já provei várias receitas dessa torta e confesso que poucas me levaram a sentir aquele gostinho especial de torta de queijo da minha infância. Num dia desses encontrei um livro de receitas da minha mãe (A Boa Mesa) e estava lá uma torta de queijo. Encontrei! Fiz umas adaptações e essa aqui é a receita de torta de queijo que costumo fazer no momento

1 – Ligue o forno, 180°C;

2 – Unte as laterais de uma forma com fundo removível (25 cm de diâmetro) com manteiga;

3 – Para a massa misture: 1 e ½ xic de bolacha salgada, ¼ xic de açúcar e ⅓ xic de manteiga derretida. Despeje na forma, pressionando a massa até cobrir todo o fundo da forma. Reserve;

4 – Recheio: No liquidificador, adicione 6 ovos e 1 e ½ xic de açúcar. Bata por 5 minutos. Acrescente 600g de ricota ou queijinho fresco, 2 colheres de sopa de amido de milho, suco de 1 limão caipira e 1 colher de café de essência de baunilha. Bata até formar um creme liso. Transfira para um recipiente e adicione 2 xic de nata. Misture com um batedor de arame, até ficar homogêneo;

5 – Despeje o recheio sobre a massa e leve ao forno por 1 hora ou até ficar com a superfície dourada. Desligue o forno e mantenha a torta por mais meia hora dentro do forno. Retire e deixe esfriar. Sirva em temperatura ambiente ou gelada.

Aqui em casa normalmente comemos a torta quente, se sobrar vai pra geladeira 🙂 Dois ingredientes tornam essa receita perfeita: A nata fresca e o queijinho fresco 🙂

Espero que gostem!
Abraços
Carol Piscke

Catchup Caseiro

catchup caseiro
Aqui em casa o papai é fã de catchup e os meninos também começaram a entrar nessa onda. Eu confesso que também gosto, mas controlo o uso porque não acho saudável. Eu já tinha visto algumas receitas caseiras mas elas exigiam muitos temperos e eu nunca me animei em fazer. Um belo dia estava assistindo a um programa de culinária quando o apresentador fez um catchup e pra minha felicidade era muito fácil! A curiosidade me fez testar a receita junto com os meninos e fiquei impressionada e muito feliz porque de fato tem gosto de catchup! Demora um pouco no fogo, até todo o líquido evaporar, mas vale a pena. A única alteração que fiz na receita foi tirar a pimenta, por causa das crianças e acrescentei no lugar um pouco de molho inglês. No programa de tv o catchup foi usado como base de um molho barbecue, que eu também fiz e ficou muito bom! Vou compartilhar com vocês a receita e nossa grande descoberta, a de que somos capazes de fazer nosso próprio catchup em casa! 

Meus filhos são novos ainda, mas eu adoro mostrar pra eles como as coisas são feitas e dependendo da idade da criança, dá pra brincar e ensinar diversas coisas, matemática, ciências, história e principalmente a ligação dos produtos industrializados com suas matérias primas. Um dos meus filhos demorou um pouco pra experimentar porque ele não acreditava que o que tinha dentro da panela era igual ao que a mamãe comprava no mercado. Quando finalmente colocou na boca, fez uma carinha de surpresa e aprovou!
Vou copiar a receita aqui,  que é do Rodrigo Hilbert no programa Tempero de Família, disponível em: http://gnt.globo.com/receitas/receitas/como-fazer-molho-barbecue.htm


Ingredientes: 1,6kg de tomate bem maduro (aproximadamente 10 tomates); 1/2 copo americano de vinagre de vinho branco; 1 colher (chá) de sal; Pimenta vermelha (opcional) ou molho inglês a gosto e 1 ½ colher (sopa) de açúcar.

Preparo: 1-Retire a pele dos tomates e corte-os em 4 partes, removendo totalmente as sementes; 2-Coloque os tomates no liquidificador e bata bem; 3-Leve ao fogo por aproximadamente 20/30 minutos, até ficar bem grosso; 4-Num recipiente, misture o extrato de tomate, o vinagre, açúcar e a pimenta.
Está pronto! Armazene em potes na geladeira 🙂
Abraços!
Carol

Arte na Cozinha

Eu não sou uma chefe de cozinha e nunca trabalhei na área, mas se tem alguma coisa que gosto de fazer é cozinhar, pra mim é uma terapia. Meus pais são os maiores responsáveis por essa disposição e prazer pela cozinha. Desde minha infância eles promoveram um ambiente favorável e me deram liberdade para desenvolver esse dom. 
Meu pai sempre trabalhou com vendas de alimentos e por muito tempo o escritório dele ficava do lado do meu quarto. Eu acordava cedo com o telefone tocando e o assunto predominante era a compra e venda de carnes, queijos, embutidos, enlatados de todo tipo (lembro até de pão integral enlatado) e por aí vai. Além disso, meu pai precisava conhecer e adorava degustar os produtos que ele vendia e é aí que ele me proporcionava desafios: “Carol eu comprei uma caixa de filet mignon, precisamos experimentar”; “Carol descongela esse pacote de peito de frango e pesa pra mim, um cliente me disse que essa marca tem muita água e o produto está perdendo muito peso após o descongelamento. Aproveita e prepara pro nosso almoço”. Não menos importante que meu pai, foi minha mãe, que me ensinou a cozinhar e me deu permissão pra bagunçar a cozinha dela. Lembro que uma vez queimei a mão com água quente, foi um machucado grande, mas ela não me amedrontou e não me proibiu de mexer no fogão, muito pelo contrário, sempre me incentivou.
Da mesma forma que meus pais, dou essa confiança para os meus filhos desde que eram bebês. Eles curtem e interagem bastante quando estou na cozinha, perguntam o que tem dentro da panela, querem lamber a colher, apertar o botão do liquidificador. Vira e mexe estão arrastando uma cadeira pra ficar do meu lado e ultimamente estão até vindo com idéias de novas receitas, o que me deixa muito entusiasmada.
Aqui em casa muitas brincadeiras hoje acontecem na cozinha. Estou aproveitando, porque não sei quanto tempo vai durar o interesse deles, mas é em meio as panelas que atualmente reside nosso laboratório, nosso palco de shows, o lugar onde fazemos mágica acontecer bem em frente aos nossos olhos, como o estourar de uma pipoca, o crescimento de uma massa de pão, a conversão de alguns tomates em um pote de catchup, a transformação de pedaços de fruta num suco delicioso e até mesmo num picolé.
Nos próximos posts vou compartilhar contigo algumas de nossas “Artes na Cozinha”.

Espero que te incentive!
Até mais!
Abraços,
Carol Piscke