A Tragédia do Buffet

Queremos compartilhar um episódio que aconteceu com a nossa família, na última viagem de férias:

Entramos no restaurante, pedimos um suco e nossos meninos ansiosos com toda a programação do hotel, queriam logo se servir. Nós deixamos que os dois fossem pra fila do buffet sozinhos, porque queriamos ficar na mesa, tranquilos, batendo um papo e degustando aquele suco. 
De longe, observamos os meninos. Eles não tinham altura suficiente e não enxergavam muito bem o que tinha dentro dos recipientes. Pegavam algumas coisas com a mão, até comiam e em alguns momentos pediam ajuda pra algum adulto ou de livre vontade muitas pessoas os ajudavam mesmo, mas a comunicação entre eles não era muito boa e percebíamos que algumas coisas que colocavam no prato dos nossos filhos não os agradava muito. 
Pois bem, depois da peregrinação ao redor do buffet, lá vieram eles. Sentaram na mesa e começaram a comer. Olhamos um pra cara do outro, angustiados por nossos filhos, pois era nítido que não iriam dar conta de comer toda aquela comida, além do mais, eram combinações estranhas. Nós dois percebemos que fizemos errado e que da próxima vez iríamos acompanhá-los no buffet. Até deu vontade de dar aquele discurso: “foram vocês que escolheram, então agora comam tudinho”; mas a culpa não era dos nossos filhos, nós que cometemos o erro. Em troca de um pouco de “descanso”, delegamos pros nossos filhos uma tarefa para a qual ainda não estavam preparados para enfrentar.

A próxima refeição foi desfrutada com muito mais alegria e sabor. Fomos juntos com os meninos ao buffet e como pais, é claro que deixamos nossos filhos fazerem algumas escolhas, mas ao mesmo tempo os ajudamos, apresentando alimentos bons, que combinassem entre si e preparos que fossem do agrado deles e também explicando as dúvidas e dosando as quantidades. Nós comemos diariamente juntos nas refeições, nós nos conhecemos.    

Temos dois meninos, de 4 e 5 anos e desde que nasceram até agora, diariamente transborda deles um pedido: “pai e mãe, nos mostrem o caminho!”. São sentimentos que precisam ser controlados, são atitudes que necessitam de correção, são dúvidas que precisam ser sanadas, são direções que precisam ser dadas, é o amor e respeito pelo próximo que precisa ser ensinado a partir de limites estabelecidos. E não é fácil. É um trabalho cansativo.
Nossos filhos nos foram dados para serem cuidados, ensinados e orientados. Não dá pra sentar e tomar suco, assistir e consentir com o que os outros estão colocando no prato deles e deixá-los fazerem suas próprias escolhas. 
É exatamente isso que estão tentando nos empurrar goela abaixo, com cara de liberdade, paz, inteligência e amor, quando orientam os pais a destruirem esteriótipos masculinos e femininos, a fazerem de conta que não existem diferenças entre homens e mulheres, que o sexo é uma construção social de cada indivíduo, a deixarem com que seus filhos experimentem o mundo ao seu redor até se lambuzarem e se fartarem, com a promessa de que isso resultará em um mundo melhor, com pessoas sem traumas, sem preconceitos, mais felizes e que recebem salários justos.

Este assunto não tem outro objetivo, a não ser causar confusão e distração na vida das pessoas, afinal é um tema que vende. Como seria bom se o problema da humanidade fosse resolvido com uma simples atitude dessas: deixar com que as crianças vivenciem um mundo sem barreiras entre o masculino e o feminino. Como se fosse esta a causa e a solução para bloqueio de todo ódio, inveja, egoísmo, orgulho, ciúmes, enfim todos os sentimentos ruins que existem dentro de qualquer ser humano, em qualquer lugar do planeta.

Que não sejamos hipócritas nos importando com o exterior, mas que conheçamos o coração dos nossos filhos, porque qualquer intenção baseada na aparência é julgamento. Que sejamos exemplos pra eles de respeito e amor ao próximo.  Que possamos dia a dia exalar os frutos do Espírito, que são amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Que Deus nos abençoe, nos dê força e sabedoria pra continuarmos executando nossos papéis de pais. 

No amor de Cristo, que é o ÚNICO caminho,
Carol Piscke

“Meus irmãos, vocês que creem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem-vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem-vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.” Tiago 2:1-4

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu. Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros. Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês. Nunca falte a vocês o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor. Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem-nos, não os amaldiçoem. Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos. Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. Ao contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” Romanos 12:2-21

4 comentários em “A Tragédia do Buffet

  1. Oi Jana! Foi uma inspiração divina mesmo, que me inquietou a escrever e colocar no papel sentimentos pelos tenho pensado a respeito desse assunto. A criança, quando pergunta, quando tem dúvidas, ela quer um direcionamento. Nada mais justo e sincero do que falar a verdade a respeito das coisas, inclusive sobre quem ela é: menino ou menina. Devolver essa pergunta pra que a criança se descubra ou até mesmo promover a dúvida, no meu ver, é uma crueldade com uma criança. Beijusss, nossa casa tá aberta, é só chegar 🙂 ❤

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