Confissões de Mãe

Confissões de Mãe
Quando não tinha filhos ainda, eu julgava demais algumas crianças e principalmente seus pais e mães. Era um tipo de trabalho mental que eu fazia. Eu olhava uma situação e mentalmente culpava os pais ou a falta deles por algum comportamento que eu julgava inadequado. Eu tinha a certeza de que com determinação e esforço eu conseguiria fazer bem diferente quando chegasse a minha vez. E adivinha só o que aconteceu? Tchan, tchan, tchan tchaaaan! Depois que tive meus filhos e que eles começaram a ter a oportunidade de expressar suas próprias vontades, meu fardo de mãe exemplar começou a ficar muito pesado. Da mesma forma que eu culpava aqueles pais, comecei a me culpar e a acumular os comportamentos errados dos meus filhos como críticas pesadas a minha “carreira de mãe bem sucedida”. 
Sempre tive a oportunidade de enxergar as recompensas do meu trabalho de formas bem claras, como na conclusão de um projeto, na remuneração mensal ou num simples elogio. Confesso que da mesma forma eu estava tentando reproduzir isso como mãe, mas meus filhos não podem ser encarados como um trabalho, um projeto de vida profissional. Eu precisava urgentemente me libertar dessa carga que eu mesma havia colocado sobre a minha vida e consequentemente sobre a vida dos meus filhos, que estavam presos a corresponderem às minhas expectativas. 
Essa crise que acabei de descrever, aconteceu há algum tempo. Muitas situações mexeram comigo e comecei a sentir tanto desconforto que precisava de ajuda pra me livrar dessa batalha que eu estava travando comigo mesma.  
E num mundo cheio de informação, eu realmente encontro paz nas palavras daquele que veio há dois mil anos. Ela me corta, me quebra, me questiona, separa a minha carne do meu espírito. E foi lendo o livro da vida que encontrei o antídoto para o meu próprio veneno, nas palavras de Jesus, quando ele falou a respeito do mecanismo de funcionamento do ato de julgar:  

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Mateus 7:1-2).

Essas palavras começaram a borbulhar na minha cabeça e entraram totalmente em choque com a missão de “mãe de sucesso” que eu havia imposto a mim mesma. Era como se eu tivesse armado e caído em minha própria armadilha.
Escrever sobre isso é muito complicado porque foi um longo processo, mas resumindo as longas sessões de terapia com meu marido (meu maior amigo e ouvido), sinto-me hoje mais livre, entendendo e aceitando a personalidade dos meninos e amando-os do jeito que são, respeitando os limites de cada um, não sendo hipócrita ao esperar comportamentos de aparência dos meus filhos, pois muitas coisas não sairão da forma como espero, não acontecerão na hora que quero e nada disso é proporcional ao meu amor e dedicação por eles. 
Afinal, o que devo esperar dos meus filhos? O incrível da palavra de Deus é que ela não joga um balde de água fria e desanima. Ela direciona e dá esperança. Faz com que eu retorne ao que de fato é importante e merece toda atenção e dedicação: que Cristo seja formado na vida de cada um dos meus filhos. E por esse objetivo vale todo o esforço, de braço e de fé. E também não acontece no exterior, mas sim no coração.
Luz para os meus pés são essas palavras:

“Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós.” (Galatas 4.19).
“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.” (Hebreus 11.1).
“Mas o Senhor disse: — Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração.” (1 Samuel 16.7).

Glórias ao Senhor!
Abraços,
Carol.

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