Arte na Cozinha

Eu não sou uma chefe de cozinha e nunca trabalhei na área, mas se tem alguma coisa que gosto de fazer é cozinhar, pra mim é uma terapia. Meus pais são os maiores responsáveis por essa disposição e prazer pela cozinha. Desde minha infância eles promoveram um ambiente favorável e me deram liberdade para desenvolver esse dom. 
Meu pai sempre trabalhou com vendas de alimentos e por muito tempo o escritório dele ficava do lado do meu quarto. Eu acordava cedo com o telefone tocando e o assunto predominante era a compra e venda de carnes, queijos, embutidos, enlatados de todo tipo (lembro até de pão integral enlatado) e por aí vai. Além disso, meu pai precisava conhecer e adorava degustar os produtos que ele vendia e é aí que ele me proporcionava desafios: “Carol eu comprei uma caixa de filet mignon, precisamos experimentar”; “Carol descongela esse pacote de peito de frango e pesa pra mim, um cliente me disse que essa marca tem muita água e o produto está perdendo muito peso após o descongelamento. Aproveita e prepara pro nosso almoço”. Não menos importante que meu pai, foi minha mãe, que me ensinou a cozinhar e me deu permissão pra bagunçar a cozinha dela. Lembro que uma vez queimei a mão com água quente, foi um machucado grande, mas ela não me amedrontou e não me proibiu de mexer no fogão, muito pelo contrário, sempre me incentivou.
Da mesma forma que meus pais, dou essa confiança para os meus filhos desde que eram bebês. Eles curtem e interagem bastante quando estou na cozinha, perguntam o que tem dentro da panela, querem lamber a colher, apertar o botão do liquidificador. Vira e mexe estão arrastando uma cadeira pra ficar do meu lado e ultimamente estão até vindo com idéias de novas receitas, o que me deixa muito entusiasmada.
Aqui em casa muitas brincadeiras hoje acontecem na cozinha. Estou aproveitando, porque não sei quanto tempo vai durar o interesse deles, mas é em meio as panelas que atualmente reside nosso laboratório, nosso palco de shows, o lugar onde fazemos mágica acontecer bem em frente aos nossos olhos, como o estourar de uma pipoca, o crescimento de uma massa de pão, a conversão de alguns tomates em um pote de catchup, a transformação de pedaços de fruta num suco delicioso e até mesmo num picolé.
Nos próximos posts vou compartilhar contigo algumas de nossas “Artes na Cozinha”.

Espero que te incentive!
Até mais!
Abraços,
Carol Piscke

2 comentários em “Arte na Cozinha

  1. Eu queria gostar mais de cozinhar, faço com amor o melhor que posso! Mas confesso que não gosto, já meu filho sempre demonstrou muito interesse e por isso tb deixo ele ter esse contato na cozinha… (tem 5 anos)
    Muito bons os seus textos…

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